quinta-feira, 24 de junho de 2010

Muse na NME Especial Glastonbury

Com a aproximação do festival inglês mais esperado do ano, a NME chega às bancas esta semana e traz um especial sobre o Glastonbury e um artigo que fala sobre os Muse. Dom Howard conversou com a revista, contou suas experiências no evento e falou sobre a expectativa de tocar este ano.


A 40ª edição do Glastonbury será emocionante.

Conforme o festival se aproxima rapidamente para celebrar 4 décadas de rock ‘n roll, os Muse, sao a atração principal de sábado à noite, conta à NME seus planos de dar um grande presente de aniversário à Worthy Farm.

A edição do Glastonbury será inevitavelmente a mais emocionante da história, como é geralmente o caso de festivais que passam por dificuldades, mas acabam recuperando-se com classe. Enquanto muitas pessoas estão profundamente satisfeitas com a saída do U2, por causa das costas machucadas de Bono, a verdade é que todos teriam ido ver o show deles e esse seria o grande assunto do evento.

Com a ausência do quarteto irlandês, no entanto, a posição está aberta para qualquer banda que queira chamar o festival de seu. É bem provável que Mumford & Sons e The xx oficialmente alcancem grande sucesso. Emily Eavis, por enquanto, reconhece que a apresentação do Golillaz poderia substituir a do rival Pulp, que memoravelmente – e heroicamente – atuou no lugar do The Stone Roses, em 1995.

“Às vezes, pode ser bem estressante quando alguém desiste e outra banda o substitui”, conta Emily à NME. “Algumas pessoas sentem que não são capazes de fazer isso e pode colocá-las em uma situação difícil. Foi incrível quando o Pulp tocou – foi fascinante o modo com que eles se elevaram com esse desafio de satisfazer 100 mil pessoas. Todo mundo ficou em transe.”

Entretanto, para quem gosta de um rock absolutamente espetacular, a atração é o Muse, headliner de sábado à noite. Eles estão ansiosos para explorar uma totalidade de emoções também; principalmente intimidar, fanfarronar e “amedrontar” o público com a possibilidade de seu OVNI explodir em chamas e destruir metade do local.

Enquanto o trio agita estádios pela Europa, eles têm levantado vôo, a uma altura de 3 metros, em uma espaçonave (ok, não uma espaçonave de verdade, mas é tão boa quanto) e colocado um OVNI inflável para sobrevoar a platéia – uma peça tão grande que bloqueou a transmissão do Slayer da MTV no Rock am Ring.

“Nós definitivamente vamos tentar entrar em contato com o OVNI mais uma vez. Agora, nós estamos tentando empacotar o máximo que pudermos do nosso set usado nos shows de estádio.”, diz Dominic Howard sobre os planos para a montagem do Pyramid Stage.

Isso tudo será vantajoso para a Worthy Farm, já que a banda retorna às suas raízes do West Country e o público poderá ver uma apresentação mais solta e relaxada do que seus shows usuais.

“Nós somos mais espontâneos em festivais. Podemos ser mais aleatórios em relação à setlist. Os shows em estádios têm de ser mais estruturados por causa da espaçonave e precisamos cronometrar o tempo de música em relação às coisas teatrais. Já em festivais, podemos ser mais soltos e misturar tudo.”, ele explica.

Isso não quer dizer que não será espetacular, no entanto. Na verdade, o trio de Teignmouth não revelará todos os planos ainda, mas eles já estão de olho em seu lugar no banco de dados de momentos mais memoráveis do Glastonbury.

“Nós temos uma coisa especial preparada, será uma enorme surpresa. Como todas as surpresas, não posso contar ainda, mas temos um convidado muito, muito, muito especial para tocar conosco. Estamos extremamente animados e quando isso acontecer, será um grande momento para o Glastonbury desse ano. Receber essa pessoa e tocar com ela nos levará a um outro nível.”

E para uma banda que está acostumada a uma rotina cansativa de turnê, o Glastonbury de 2010 dará a eles a chance de relaxar e ficar o fim de semana inteiro.

“Temos um tempinho para ficar por aqui esse ano”, fala Dom. Não é apenas isso, mas parece que a área reservada ao Muse será o local mais quente para as estrelas ficarem esse ano. “Temos umas cabanas e um trailer e vamos fazer um grande churrasco no backstage, assaremos um porco e entraremos no clima do festival.”, ele acrescenta.

Dom também está ansioso para assistir às apresentações de algumas bandas esse ano, como Band of Skulls, Phoenix, The Dead Weather e Pulled Apart by Horses, tendo como o clímax o show de Steve Wonder, obviamente. “Ele é uma lenda. Mal posso esperar para ver ‘Superstition’ ao vivo”.

Depois, é claro, existem as delícias surreais e psicodélicas que os cantos mais escondidos da Worthy Farm têm a oferecer. “Eu queria ir para esses lados do Glastonbury, porque eu não tenho feito nada disso por aproximadamente 15 anos, que foi quando eu fui pela primeira vez”, ele admite.

“Nós deveríamos ter uns 17 anos, escalamos a grade e entramos de graça. Pegamos nossa barraca porcaria e passamos por ótimos momentos. Eu tinha 10 libras, umas latas de feijão cozido, um pouco de haxixe e estava bem para passar o fim de semana. Aquele foi um ano muito quente, então não apenas víamos as bandas, mas também andávamos por aí nos divertindo.”

Com a responsabilidade de tirá-lo do cargo de headliner, o cara das baquetas reconhece que o Muse está longe de ser a atração principal do Glastonbury desse ano.

“É mais sobre dar uma bela e grande andada por lá, o festival é muito livre e aberto. Quanto mais você anda, mais descobre coisas aleatórias acontecendo que podem fazer seu final de semana valer a pena, sem ver uma única banda.”

De fato, mas quem faria isso? Não, a razão do festival é a música e dada a natureza eclética do line-up – que tem de Crystal Castles a Willie Nelson – se o deus do tempo for bondoso, as trilhas estiverem bem alinhadas e se Stevie Wonder tocar ‘Living for the City’, a declaração anual de Michael Eavis de que “esse é o melhor Glastonbury de todos os tempos” pode ser justificada dessa vez.

Conforme Dom observa: “A história ressoa por todo o festival. Você pode realmente sentir todas essas boas vibrações, as bandas que já tocaram por lá durante todos esses anos. Dá pra sentir esse histórico soando por todo lugar.”

Então que venha o Glastonbury 2010, quando “The Resistance” se provar útil, resistir será inútil.

NME Especial Muse, Investigando as teorias conspiratórias de Matt!



O sombrio grupo de homens de negócio comandando o mundo a partir de reuniões de adoração a corujas. Os alienígenas do 12º planeta, há muito tempo perdido, que criaram a raça humana para extrair ouro para eles. Os exo-politics, os lagartos da realeza e a guerra climática. Cada entrevista do Muse lança outra teoria de Matt Bellamy para longe do alcanço do plausível, mas o quanto são verdadeiras?

“O Muse fez um ótimo trabalho na pesquisa de teorias conspiratórias, pegando um material que é geralmente ignorado pela mídia e colocando-o em frente à população em geral. Sejam teorias doidas ou não, se olharem bem de perto, irão descobrir muitos fatos estranhos e perturbadores, mas reais.” David Southwell, autor e expert em teorias conspiratórias.

HAARP – As instalações do HAARP, no Alasca, serviram de inspiração para a estrutura de palco usada no tour de “Black Holes and Revelations” e deu nome ao DVD ao vivo. Matt acredita que o programa tem um sinistro e secreto propósito.

Matt: “O governo declarou que serve para comunicação com submarinos e suas naves espaciais, mas os cientistas disseram que o que eles estão realmente tentando fazer é alcançar a ionosfera, que é onde muitas coisas relacionadas ao clima acontecem. Interferindo nisso, você pode manipular o clima. Há uma enorme batalha acontecendo para ver quem irá controlá-lo.”

David Southwell: “HAARP é real e você pode encontrar provas de que o governo dos EUA tem pesquisado a manipulação do clima como arma desde 1973. A teoria de Matt condiz com os fatos e tem mais crédito do que aqueles que acreditam que todo o aquecimento global é uma arma.”

Grau de credibilidade: 8/10

Cydonia – Cydonia é uma área de Marte. Alguns cientistas acreditam que foi uma região costeira, sugerindo que já houve água no planeta. Também existem colinas na região, que se assemelham a pirâmides e rostos humanóides em algumas imagens.

Matt: “Existem pessoas por aí que estão percebendo que toda a área das pirâmides no norte da África, não apenas a área de Gizé, é um enorme e detalhado mapa de estrelas, se olhado por cima. Eles estão tentando deixar uma mensagem para alguém que está no céu. O mesmo desenho foi encontrado em Cydonia, Marte.”

DS: “Matt está certo sobre Gizé e outros lugares antigos mapeando os céus, mas é mais provável que eles estavam tentando marcar o local onde se acredita que a alma volta para as estrelas, depois da morte. Eles não são a melhor evidência para comunicação direta com aliens e não há ligação com Marte comprovada.”

Grau de credibilidade: 4/10

Exogenesis – Exogenesis, ou panspermia, é a teoria de que a vida na Terra foi desenvolvida a partir de “sementes” de vida alienígena que aterrissou aqui. Matt estava tão envolvido com o conceito que escreveu uma sinfonia inteira sobre isso.

Matt: “Eu não acho que existam alienígenas entre nós agora, mas certamente acredito que parte do nosso DNA, pelo menos, não é proveniente da Terra.”

DS: “Exogenesis é uma idéia que nos remete ao século V a.C. e tem muito reforço científico. Matt está falando menos sobre conspiração e mais sobre os limites aceitos da ciência. Existem 50% de chances de que ele e alguns dos melhores cérebros do mundo estejam certos.”

Grau de credibilidade: 7/10

9/11 – Matt há muito tempo tem a opinião de que os ataques de 9/11 foram um trabalho interno de norte-americanos.

Matt: “Nunca houve uma real evidência que amarre qualquer um dos suspeitos usuais a isso. Na verdade, a evidência que usaram [para incriminar os alegados terroristas] foi risível. A caixa-preta do avião, que guarda toda a informação, derreteu. Mas, aparentemente, o passaporte com o nome de um dos raptores do avião voou pela janela e foi encontrado no chão. Isso é ridículo. Eu não estou dizendo que não foi um ataque aos Estados Unidos – isso foi, não há dúvidas. A questão é quem realizou o ataque e por que motivo. Eu acho que é muito sugestivo que um seleto grupo de pessoas está ganhando montanhas de dinheiro com a guerra que está acontecendo. Eles têm os meios e certamente o motivo para tentar fazer algo como isso acontecer. Temos que ser cuidadosos para não deixar essas pessoas nos roubarem. Nunca houve uma investigação independente para descobrir o que aconteceu, mas, ainda assim, travamos duas guerras ao lado deles.”

DS: “Existem outros suspeitos além do governo norte-americano, em relação ao 9/11, embora eles e os militares tenham tirado vantagem disso para justificar as guerras ilegais.”

Grau de credibilidade: 5/10

terça-feira, 22 de junho de 2010

Foto de Fans!

Peçovos que me enviem fotos, videos, cartazes, cartons... tudo sobre os Muse.
Em troca as vossas imagens ou videos vao ser publicadas no bloque e iram receber o mp3. da nova musica dos Muse Neuron Star collision e ainda o video-clip da mesma musica!
Podem enviar para o pedrogbn@hotmail.com

Fiquem com algumas footos enviadas:





The Times – “Conheça os Muse”

Entrevista publicada no The Times em 19/06/2010.

“Conheça os Muse – os astros do rock mais improváveis do mundo”

Como três rapazes excêntricos de Devon tomaram o mundo pop – e ganharam!

Por Craig McLean



Espreguiçando junto à piscina de um hotel Sunset Strip está um turista britânico magrelo e fracote vestindo uns shorts ruins. Suas feições de roedor farejam o ar de Los Angeles, sentindo o cheiro de comida. Seus cabelos espetados, modelados pela ressaca e pelo travesseiro, sopram na brisa. Uma camiseta da moda pendura-se em seus ombros magros. 1,70m em suas meias atoalhadas, invisível se ficar de lado, esse inglês branquelo não vai nem chegar perto da água, ou do sol de LA.

Conheça Matt Bellamy, anti-rock star. Cantor e compositor, pianista e guitarrista, gostava de jogar o último por trás de sua cabeça. Entusiasta da ficção científica, teórico da conspiração. Um ex-pintor de 32 anos, ex-decorador (‘É’, ele confirma: ‘foi tudo uma preparação’) tão preocupado com a ameaça da destruição do planeta em toda a iminência que até armazenou uma provisão de dois anos de rações liofilizadas. Ele as armazenou no porão de sua villa no Lago Como, na Itália. George Clooney é seu vizinho.

Sua banda, Muse, são os geeks que herdaram se não a Terra, então, pelo menos, os corações, mentes e dinheiro do bilhete do concerto da juventude do mundo. E, cada vez mais, o não tão jovem. Este mês, o trio de Devon, pequena cidade (Teignmouth, pop: 14.413) também reivindicará algumas centenas de acres de propriedade do festival de rock: eles lideram o Pyramid Stage na noite de sábado em Glastonbury. É um momento próspero para os velhos colegas de escola Bellamy, o baterista Dom Howard, 32, e o baixista Chris Wolstenholme, 31. Como Muse, conhecidos por seus concertos espetaculares, se superará para esta ocasião especial?

Nós estamos pensando em arrumar uma orquestra, disse Bellamy.

É difícil imaginar esse nerdzinho magrelo comandando a atenção de 100 mil pessoas em um festival. Mas coloque-o em um palco – apoiado por lasers, torres, sinos, apitos e acrobatas ocasionais que ajudaram Muse a se tornar uma das maiores bandas ao vivo hoje – e Bellamy cresce. Dizem que a televisão adiciona 10 kg para aqueles que aparecem na frente das câmeras. A arena de shows de Muse adiciona mais uns bons 60 cm, e uma aura de arrogância, ao seu líder. E agora que Bono se machucou e, como resultado disso, o U2 acabou saindo do Festival, o líder trio de rock pomposo – amplamente considerada como a maior banda britânica no planeta em 2010 – é o maior rock’n'roller no maior festival de verão.

Ao longo dos últimos anos Muse se jogou para o topo da Premier League do rock. The Resistance, o seu quinto álbum, vendeu 2,6 milhões de cópias, impulsionado pelo seu primeiro single Uprising. Eles gravaram uma canção para o próximo filme da saga Crepúsculo, fazendo uma seqüência de aparições na trilha sonora da franquia de vampiros. Em 2007, eles foram a primeira banda a se apresentar no novo estádio de Wembley. Os ingressos se esgotaram – duas vezes. Muse tocou para 150 mil fãs – e alguns trapezistas em balões que tinham ancorado acima do palco. Na opinião de Muse, se um trabalho vale a pena fazer, vale a pena fazer com entusiasmo vertiginoso.

É, de certa forma, o mesmo com Bellamy e suas tentativas de agir como uma estrela do rock nos bastidores. Mesmo quando ele se veste de uma maneira que ele imagina que é próprio de um ídolo pop milionário (o que ele é, para a enorme base de fãs apaixonados de Muse), ele não acerta completamente. Ele e seus colegas saíram para um bar de Los Angeles na noite passada e acabaram encontrando Rod Stewart. Por uma coincidência infeliz Bellamy estava usando exatamente a mesma roupa que o astro de 65 anos de idade: risca de giz, um colete e uma jaqueta de terno cinza.

Ainda assim, isso soa como uma melhoria na calça que ele usou durante a semana que passei com Muse em Los Angeles, no festival de Coachella e, em seguida, Cidade do México: calças casuais aparentemente compradas na C & A em algum momento no início dos anos oitenta. E, definitivamente, uma melhoria na roupa que uma vez ele teve que usar para o Q Awards, após trancar-se fora de sua casa.

Uma camisa floral, um par de calças de moletom vermelho Adidas e um chapéu prateado estranho. Minhas roupas civis de verão, lembra ele do traje que usou para receber um troféu da revista de música. Aquilo, na verdade, apenas abriu o jogo. Eu não estou em uma banda de rock. Eu sou apenas um garoto patético em roupas engraçadas.

Se você acha Radiohead muito cool, Coldplay certinhos demais e U2 um pouco ultrapassado, então Muse é a banda de estádio para você. É como se Queen encontrasse com Abba, absurdamente melódico e tão fora de moda que mesmo depois de anos com o status de underground ainda são fashion.

Tom Waits e ópera – dois dos meus favoritos ‘ao vivo’, onde o conjunto de design é simplesmente muito teatral e interessante.

Diz Bellamy, um homem que faz uso de óculos de plástico em seus shows. Sua outra motivação para gastar muito em suas apresentações em palco:

Não quero que todos os shows sejam iguais.

Depois do Glastonbury, Muse fará outra grande turnê mundial por várias estádios

Nós estamos preparando uma grande pirâmide com uma espécie de olho no topo, da onde serão mostradas imagens, e vamos tocar nela.

Bellamy também estará vestindo um terno onde serão mostradas imagens.Ele será a primeira pessoa a usar um terno como esse.

Lady Gaga queria um desses, mas nós o pegamos primeiro.

Ele diz orgulhosamente. Mais alguma coisa?

Um OVNI irá surgir e de dentro dele sairá um alien, bem em cima do público, eu não estou brincando.

Muse já se apresentou no Glastonbury antes, em 2004, quando foram a atração principal do evento. Mas até mesmo Wolstenholme admitiu que na época eles não tinham certeza se mereciam mesmo estar lá.

Nós não tínhamos certeza se estávamos realmente prontos para isso, havia muita pressão sobre nós. ‘Porque tudo isso? Quem eles pensam que são?’

E ainda tem mais sobre a última apresentação de Muse noGlastonbury: logo depois da banda se apresentar no Pyramid Stage, o pai do Dom teve um infarto e morreu.

Esse foi de longe o pior dia da minha vida, diz o baterista do Muse. É um pouco estranho pra mim, ficar relembrando disso, de verdade. A galera diz: ‘vocês vão tocar no Glastonbury, vai ser incrível, não é?’ E eu..’Bem, não sei, talvez dê algum problema ou eu nem goste tanto’.

Wolstenholme relembra

Foi uma montanha russa de emoções, será muito estranho voltar lá, mas talvez precisemos associar tudo isso a uma lembrança boa. Até aquele momento, o show do Glastonbury foi o nosso melhor show da carreira, e infelizmente nós não lembramos dele por esse motivo.

Nesse ano o Glastonbury será um momento familiar. A mãe e irmã do Dom estarão lá.

Esse será um momento bem família, com certeza. Mas, você sabe, música é algo ótimo para isso, juntar as pessoas. Nós podemos criar um grande sentimento positivo, tocando e ao ouvir as nossas músicas. Essa é a única razão de voltar lá: para tocar. Não sei se eu voltaria a tocar lá só por estar em um grande festival, isso seria estranho. Os caras estão planejando em sair o fim de semana todo, enquanto estivermos lá, mas não sei se eu conseguiria fazer isso. Mas estar lá, tocando para milhares de fãs, seria algo que me faria voltar lá diversas vezes, e eu farei isso.

O Muse não teve uma rota convencional para o sucesso. Enquanto outras bandas faziam de tudo para conseguir fama e sempre estarem na mídia, o Muse fazia o seu som do seu próprio jeito e estilo, fugindo do mesmo. Falharam em conseguir algum reconhecimento na indústria mainstream, então gravaram o seu primeiro EP pela Cornish Records, só então conseguiram assinar um contrato, que foi com uma pequena gravadora.

Em círculos de música, eram ridicularizados por fazer músicas esquisitas, com títulos esdrúxulos como Space Dementia e Apocalypse Please. Eles eram copistas pálido de Thom Yorke e cia. Eles eram o prog-rock dos internautas e tiveram solos de órgão escandalosos para provar isso. Se você gostou de Muse, também jogava World of Warcraft e provavelmente tiravam sarro de sua cara na escola. Se você gostou do Muse você não era legal. Bellamy, Howard e Wolstenholme sabiam disso. Eles não se incomodaram. Na verdade, eles estavam praticamente orgulhosos de serem ‘fora de moda’ e serem capazes de andar pelas ruas sem serem reconhecidos. Mas… porque Muse era tão uncool assim?

Nossa música era muito esquisita, diz Howard, com um encolher de ombros. Um monte de bandas já vem o pacote completo: um primeiro álbum grande, boas canções, um look legal e a atitude certa – eles têm a coisa toda. Considerando que éramos crianças – de Devon! – que não conhecia nada melhor. Estávamos começando a aprender, passo a passo, o tempo todo. Não éramos aquela ‘banda nova super legal’. Então, nós sempre estivemos à margem. Ainda é assim.

Assim como saboreando a sua posição contrária, Muse também abraça sua ocasional cafonice. Pergunte se Bellamy se o verão de 2010 é um momento de ouro na vida desta banda de rock, e ele responde:

Bem, sempre foi meio…normal.

Os nomes das bandas dos tempos de escola em que os três membros do Muse, separadamente, tocaram – Gothic Plague, Carnage Mayhem, Fixed Penalty – não revelavam grandeza futura. Mas, em 1994, Bellamy, Howard e Wolstenholme se juntaram. Eles formaram a Rocket Baby Dolls e o amanhã lhes pertencia. Só que não foi bem assim. Rocket Baby Dolls rapidamente, sensatamente, mudou seu nome para Muse. O trio decidiu renunciar a vagas na Universidade para construir em Teignmouth sua base de seguidores.

Então todos os nossos amigos se mandaram para a Universidade e não tínhamos os fãs, lembra Howard. Nós tivemos que começar do zero. Fazendo tantos shows quanto possível nas redondezas. Fizemos isso durante cinco anos.

Eles tiveram que trabalhar duro. Bellamy ressalta:

Nós todos viemos do nada. As pessoas não pensam nisso quando olham para nós. Eles provavelmente acham que somos meninos de universidade ou mauricinhos de classe média. Mas todos os nossos pais são da classe trabalhadora do norte.

A mãe e o pai de Bellamy se divorciaram quando ele tinha ’12 ou 13′, e ele tem um irmão em Leeds e uma irmã em Sheffield.

Eu sei que nossas origens são um pouco mais humildes do que as pessoas provavelmente imaginam quando nos vêem, continua ele, especialmente quando eles nos vêem no palco e a forma como nos vestimos e todas as bobagens que falamos. Mas nós temos o tipo de origem que significa que passaríamos por tempos difíceis mais facilmente do que as outras pessoas.

Muse forjou uma reputação de ‘banda ao vivo‘ desde o início. Bellamy abriu mão de sua carreira pós-escola como um pintor e decorador e abandonou seu sonho de voar em paramotores, com o qual ele pretendia tornar-se um ‘cameraman radical’, filmando shows e eventos esportivos. Em vez disso, a banda era tudo. E ainda é. Muse é feroz protetor de sua marca. Quando Céline Dion chamou seu show em Las Vegas de Muse, a banda processou e ganhou.

Para Wolstenholme, este estilo de vida que a-tudo-consome ia cobrar seu preço. Em parte, isso se deveu ao fato de sua mulher ficar grávida de seu primeiro filho exatamente quando Muse assinou um contrato de gravação no final de 1998. Como eles não eram a última banda cool de Manchester ou Londres e, por conseguinte, não podiam confiar na imprensa favorável ou cobertura de rádio,

Nossa administração e nossa gravadora simplesmente tinham que fazer tudo. Você não tem controle sobre o que quer fazer. E eles não dão a mínima para o nosso descanso, ou para nossa família. Eles só estão preocupados em ganhar o máximo de dinheiro possível.

Para piorar, Wolstenholme tornou-se um furioso alcoólatra. Ele revela isso para mim espontaneamente, ao final de nossa primeira entrevista, no opulento hotel da banda em Desert Springs, a poucos quilômetros do local do Festival Coachella.

Eu estava pior em tour nos primeiros dias. Mas em casa chegou a um ponto em que eu percebi que eu não tinha que ficar sóbrio, porque eu não tinha um show para fazer. Então isso era apenas uma desculpa para beber o tempo todo. Eu acordava de manhã e enchia metade de um copo com qualquer bebida alcoólica que eu tivesse em casa e depois misturava com suco de fruta de modo que ninguém sabia que eu estava bebendo, confessa. A esse ‘café-da-manhã’ seguia-se outras 10 a 15 doses durante o dia, mesmo quando eu estava em casa. Então, à noite eu ia para o vinho: duas garrafas de vinho. Então eu normalmente terminava o dia como havia começado: enchia o copo, levava para o quarto e bebia a metade, então sempre havia alguma coisa ao lado da cama para mim de manhã , ele ri, nervosamente.

Wolstenholme repete essa conto da profundidade do seu vício, quase palavra por palavra, quando falamos de novo nos bastidores, no estádio Foro Sol na Cidade do México. Sua vontade de dizer a todos é uma marca da franca amabilidade do tatuado e robusto baixista (ele é uns bons centímetros mais alto que o compacto Bellamy e Howard), e de como Muse mal dá entrevistas nos dias de hoje; eles não precisam, e sua super empresa de gerenciamento nos EUA, Q Prime (que também cuida de Red Hot Chili Peppers e Metallica), forma uma falange ridiculamente protetora em torno deles. Após oito meses em turnê, ele talvez esteja morrendo de vontade de falar sobre qualquer outra coisa. E, suspeito eu, a conversa de Wolstenholme é também um aspecto do doloroso processo de reabilitação que se iniciou no meio de elaboração do The Resistance.

Eu estava muito mal. Mas um dia eu compreendi: o meu pai morreu quando ele tinha 40 por causa do alcoolismo. E eu estava indo pelo mesmo caminho. Eu estava tão mal que me pergunto como estou vivo agora. O terapeuta de Wolstenholme disse-lhe que o alcoolismo foi a minha maneira de lidar com qualquer tipo de negatividade na minha vida. Enquanto ele passava pela desintoxicação, Eu passei uma boa semana sem dormir, agitação, sensação de que eu ia desmaiar. Foi horrível. Mas, felizmente, eu tinha cinco meses, antes de sair em turnê, para tirar tudo aquilo do meu sistema. Eu senti como se estivesse realmente conseguindo, continua Wolstenholme, segurando um café gelado (Minha nova droga), as unhas roídas até o talo. Então começamos a fazer shows e foi como começar tudo de novo. Eu tinha que ter o mini-bar no meu quarto limpo. Eu tenho o meu próprio ônibus de excursão para que eu não precise ficar por perto [da banda]. Eu não quero ser um desses estraga-prazeres. É problema meu, não é justo arrastar todo mundo para ele.

Ele diz que ainda é difícil.

Há um monte de festas em turnê. Você se sente um pouco deixado de fora algumas vezes. Mas você não pode se deixar levar. Você tem que pensar nas coisas mais importantes da vida, como sua família, seus filhos [um quinto filho está no caminho].

Certamente, Bellamy não abrandou seu lado festeiro. Quando eu falo com ele na Cidade do México, ele está enfrentando uma ressaca violenta. Depois de dormir três horas, ele está se escondendo atrás de óculos de sol caros e, apesar das sete semanas em turnê nos Estados Unidos e três dias no México, ele está mais pálido que o normal. Na noite passada ele divertiu 55.000 mexicanos histéricos com um desempenho baroque’n'roll épico. Ele se acalmou bebendo com a o pessoal da turnê até as 08:00h.

Durante nossa segunda entrevista, no Coachella, Bellamy tinha falado sobre os livros que haviam ‘escoado’ para as composições do The Resistance, tais como Blood Meridian de Cormac McCarthy, que, ele diz:

Foca diretamente o lado negro da guerra. Assim, há um certo espírito de luta, eu suponho, em canções como Uprising. Eu tive um interesse sutil pela guerra através da minha família.

Quando eu pergunto o que ele quer dizer com isso, ele explica que seu tio e seu pai estavam na Marinha Real, e que um outro tio era um ‘cara muito militar’.

Ele foi baleado pelo IRA na Irlanda do Norte.

David Bellamy, subtenente do Regimento de Duke of Wellington, foi morto do lado de fora de uma estação RUC em West Belfast, em Outubro de 1979.

Foi uma coisa muito grande na época, diz o sobrinho, que estava então com 16 meses de idade e que ainda não falou muito sobre o assunto. Pelo que eu sei, ele estava trabalhando disfarçado, e mais tarde foi revelado que ele estava no SAS. Ele foi metralhado 80 vezes. Foi uma declaração.

Bellamy fez suas próprias investigações sobre o tiroteio.

Conheço pessoas dentro do caso que me deram algumas informações.

Contrariamente aos relatórios oficiais, ele não acha que o IRA foi o responsável.

É definitivamente algo que teve influência sobre mim. Foi o que fez eu me interessar em coisas como ‘operação bandeira-falsa’ [manobras de operações secretas destinadas a aparecer como se fossem realizadas por outros]. O que acontece chocaria a maioria das pessoas. O que Jack Nicholson diz em A Few Good Men – ‘Você não pode lidar com a verdade’- é verdade. Os militares são capazes de levar o seu próprio povo, se quiserem. É difícil evitar pensar nisso.

Depois do México, a equipe da turnê de Muse – que agora conta com 80 pessoas, mas para a próxima edição de shows em estádios sobe para 165 e tem em seu âmago uma ‘família’ de colaboradores conhecidos de longa data de Devon – está se dispersando para uma folga de duas semanas. Eles então se reagruparão para os Festivais e shows em estádios da turnê mundial de 16 meses do The Resistance. Devido à nuvem de cinzas vulcânicas, Wolstenholme pode ter que voltar a sua esposa e filhos em Devon através de um voo para Madrid e engatar uma carona no ônibus do tenista Greg Rusedski. Howard vive no sul da França, mas pode ir para Los Angeles. Bellamy também planeja uma estadia em LA. Ele está a procura de imóveis, incluindo a antiga mansão de Christina Aguilera.

Estou pensando em fazer um período de seis meses de loucuras em Los Angeles. Parece que é a hora certa de perder a cabeça e me envergonhar, disse Bellamy. Eu vou alugar alguma casa no estilo Entourage e pirar. Em seguida, voltar a Londres e escrever um álbum brilhante.

Mas, essa semana, suas férias estão em stand by.

Surgiu a oportunidade de ir a Nova York. Lá, ele pretende curtir, relaxar e investigar novas possibilidades.

Esta é uma referência nada sutil a atriz Kate Hudson? Na noite de domingo no Coachella sentei-me atrás de Bellamy e o vi com uma loira misteriosa trocando cumprimentos com Jay-Z e Beyoncé, e então eles assistiram juntinhos Gorillaz fechar o festival. Ao falar comigo depois, ele ofereceu a informação de que aquela era Hudson, com um sorriso. Então ele, Kate, New York? “Ha ha!”, Ele responde, tentando – e falhando – deixar o assunto prá lá.

Sim, ela mandou seu avião vir e me pegar, acrescenta ele, brincando. Ela me ordenou: ‘Venha aqui. Venha para cá’, continua ele, acho que não-mais brincando.

Ele e Hudson se conheceram anos atrás na Austrália ‘e nós dois estávamos em relacionamentos‘. A atriz estava com seu agora ex-marido, Chris Robinson, vocalista do Black Crowes. Bellamy estava com sua agora ex-namorada, uma psicóloga com quem saiu durante sete anos até que eles se separaram em setembro passado.

Mas desta vez nós nos encontramos, Bellamy sorri radiante, e não estávamos.

Eu suspeito que ele está piscando sob os óculos.

Muse será a atração principal do Festival de Glastonbury sábado, 26 de junho.

Fonte: Musebr

Muse no “T in the Park 2010″ (Bilhetes ja esgotados)



Mal deu tempo de ler o line-up desta edição do “T in the Park” e as entradas já se esgotaram. Mas também não é para menos, pois com a seleção de bandas que irá se apresentar quem ficou de fora com certeza está muito contrariado. Apresentam-se no festival grandes nomes como Eminem, Kasabian, Jay-Z, The Black Eyed Peas, 30 Seconds to Mars, Vampire Weekend e, entre outros, Muse.

A maratona de shows acontece nos dias 9 a 11 de Julho, sendo os Muse a atração principal do primeiro dia do festival. São os nossos homens dominando o mundo aos poucos!


Confira todo o line-up abaixo:

Muse no Sziget Festival


Os Muse estaram no line-up do festival Sziget ao lado de nomes como Iron Maiden e Kasabian.

O evento acontece em Budapeste, Hungria, de 11 a 16 de agosto. A estrutura do festival será montada na ilha de Obudai, no rio Danúbio, e o público também poderá ver apresentações de The Cribs, Bad Religion, Calvin Harris, entre outras.

Muse ao vivo em Goffertpark, Holanda

No passado dia 19 de Junho os Muse fizeram mais um grande show em Goffertpark, na Holanda. Tocando para um público de mais de 50.000 , as surpresas da noite ficaram por conta do acréscimo de Citizen Erased ao setlist e também da ausência do OVNI ao som de Exogenesis, que foi excluída do setlist. O show foi aberto pela banda belga Ghinzu e pelos britânicos Editors.



Veija aqui a Setlist e videos do Concerto:

1. Uprising (riff version)
2. Supermassive Black Hole
3. New Born
4. Map of the Problematique
5. MK ULTRA
6. Bliss (Extended)
7. Guiding Light
8. Interlude + Hysteria
9. Nishe
10. United States of Eurasia
11. Feeling Good
12. MK Jam
13. Undisclosed Desires
14. Resistance
15. Starlight
16. House of the Rising Sun riff + Time Is Running Out
17. Unnatural Selection

Encore 1
18. Citizen Erased
19. Stockholm Syndrome

Encore 2
20. Take a Bow
21. Plug in Baby
22. Man with a Harmonica + Knights of Cydonia